sexta-feira , 4 de abril 2025

Melhoria no saneamento básico indígena tem programa com inscrições abertas

Inscrições vão até sexta-feira (4). Entenda o programa na TVT News e acesse o link de inscrição

A Rede Nacional de Saneamento Indígena estão com as inscrições abertas até sexta-feira (4) para organizações (indígenas e/ou outras organizações da sociedade civil) que atuam ou possuem interesse em atuar em ações voltadas a melhoria do acesso aos serviços de saneamento básico em comunidades indígenas no país. Saiba mais na TVT News.

O projeto da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) será lançado na COP 30. Para se cadastrar no programa basta acessar o link aqui.

De acordo com a engenheira ambiental e servidora do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena (DEAMB) da Sesai, Camila Amui, o Programa Nacional de Saneamento é um passo extremamente importante para a saúde indígena, visando universalizar o saneamento ambiental nos territórios, o que contribui significativamente para melhores condições de saúde e qualidade de vida dos indígenas.

Para fomentar o PNSI, a Rede deve catalogar e formar um banco de organizações qualificadas para apoiar o saneamento nos territórios. “Com esse cadastro, que vai até 4 de abril, esperamos iniciar um banco de organizações para fomentar as ações do Programa Nacional de Saneamento Indígena”, conclui Camila. 

Programa Nacional de Saneamento Básico Indígena (PNSI)

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), está elaborando o Programa Nacional de Saneamento Básico Indígena (PNSI), em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e diversas outras instituições. O programa surge para reduzir as desigualdades no saneamento básico nos territórios, um dos principais desafios estruturais do Brasil.

Para o secretário da Sesai, Weibe Tapeba, o programa representa um avanço essencial na garantia dos direitos: “O acesso ao saneamento básico é um determinante fundamental para a saúde e dignidade das populações indígenas. O PNSI é um marco histórico porque está sendo construído com a participação ativa das comunidades, respeitando suas especificidades socioculturais e territoriais”, afirma.

“Nosso compromisso é garantir que essas populações tenham acesso a serviços de saneamento adequados, promovendo qualidade de vida e prevenindo doenças relacionadas à falta de saneamento, que impactam diretamente a saúde das comunidades”, complementa Tapeba.

O PNSI busca ampliar o acesso ao saneamento ambiental nos territórios indígenas, alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Saneamento Rural e ao Plano Nacional de Saneamento Básico. A construção do programa começou com um diagnóstico da situação do saneamento nos territórios indígenas, conduzido pela Sesai.

Foram mobilizados 34 pesquisadores para atuar nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) para mapear deficiências, potencialidades e necessidades específicas de cada região. A pesquisa incluiu a análise de dados sobre saneamento existentes e a realização de estudos de caso e grupos focais com as comunidades.

Para ampliar o diálogo, o programa vem sendo debatido em oficinas regionais realizadas dentro do Seminário Saúde Indígena: Um SasiSUS para o Bem-viver, com a participação de lideranças, gestores dos Dseis e representantes de organizações do movimento indígena.

Paralelamente, está sendo realizado o levantamento de custos e viabilidade técnica do PNSI, realizado por uma consultoria especializada. Além disso, estão sendo elaboradas análises de impacto regulatório, identidade visual e um plano de trabalho em parceria com a Fiocruz, que contribuirá na redação de tópicos específicos do programa.

A elaboração do PNSI envolve articulações estratégicas com outros programas e instituições. Um dos destaques é a parceria com o Programa Cisternas, que atenderá aldeias do semiárido com soluções adaptadas à realidade local.

A técnica Camila Amui, do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena (Deamb), destaca a importância do processo participativo na elaboração do Plano.

“Estamos desenvolvendo o programa a partir de um diagnóstico detalhado e um amplo processo de escuta das comunidades indígenas. A pesquisa realizada nos forneceu dados essenciais e as oficinas nos faz entender as principais demandas e encontrar soluções viáveis. Queremos construir um programa que contemple desde pequenas intervenções locais até projetos estruturantes de grande impacto”, informa.

O lançamento do Programa Nacional de Saneamento Básico Indígena (PNSI) está previsto para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), no final do ano, em Belém, e reforça o compromisso do Brasil com a universalização do saneamento e a melhoria das condições de vida das populações indígenas.

Por Ministério da Saúde

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