sexta-feira , 4 de abril 2025

Professores estaduais de SP fazem greve no dia 25 de abril

Greve será de 24h no dia 25 de abril e nova assembleia pode decidir paralisação por tempo indeterminado

Professores da rede pública do estado de São Paulo aprovam greve para o dia 25 de abril. A paralisação foi organizada após manifestação realizada na praça da República da capital paulista. A TVT News esteve presente no ato e traz detalhes das reivindicações da classe dos educadores

Por que os professores vão paralisar?

Ato que ocorreu nesta sexta-feira (21), às 16h, organizado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), exigia reajuste salarial, mais valorização da classe e melhores condições de trabalho.

A pauta de reivindicações foi entregue pela diretoria do sindicato no dia 19 de fevereiro, e traz as seguintes demandas dos educadores:

Aplicação imediata do reajuste de 6,27% do piso salarial nacional no salário-base.
Repercussão do reajuste em toda a carreira.
Plano de reposição do poder de compra.
Atribuição de aulas justa, presencial e transparente.
Revogação das resoluções autoritárias que prejudicam os docentes.

Veja, abaixo, a pauta completa de reivindicações

Greve foi aprovada em ato na praça de República

Em ato na praça da República, na capital paulista, professores da categoria O denunciaram a distribuição de aulas de 2025. De acordo com os docentes, aprovados no último concurso receberam poucas ou nenhuma aula, o que faz com que o salário deles seja baixo ou nulo, respectivamente.

A categoria afirma ainda que existe sobrecarga de trabalho entre os que já atuam nas escolas e que a redistribuição seria benéfica para todos os docentes em exercício.

Segundo a Apeoesp, participaram do ato cerca de 5 mil profissionais da educação, vindos de diversas partes do Estado em ônibus organizados pelas subsedes do sindicato.

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Reabertura de classes fechadas, reajuste salarial e atribuição de aulas justa, presencial e transparente estão entre as pautas. Imagem: TVT News

Professores criticam falta de diálogo com governo Tarcísio

A deputada estadual Professora Bebel, que também é a segunda presidenta da Apeoesp, criticou a falta de diálogo do governo e destacou a precariedade da situação enfrentada pelos professores.

“A realidade em sala de aula é insustentável. O governo desrespeita o piso salarial, fecha salas de aula, não contrata os professores que passaram no concurso e desperdiça recursos públicos com contratações temporárias. Nossos estudantes e professores sofrem com classes superlotadas e um ambiente de trabalho cada vez mais precário. O assédio moral também chegou ao limite do insuportável. A professora Analu Cerozzi, de Diadema, sofreu um infarto em plena atividade pedagógica, quando se queixava do excesso de cobranças e veio a falecer”, afirmou Bebel.

A mobilização até o dia 25 de abril incluirá ações como atos públicos em escolas e diretorias de ensino, carreatas, aulas abertas, coletas de assinaturas da comunidade escolar e mobilização nas redes sociais. A Apeoesp também buscará apoio de estudantes e outras entidades para fortalecer a luta.

“Não podemos aceitar o descaso com a educação pública. Nosso objetivo é pressionar para que o governo do estado cumpra sua obrigação de valorizar os profissionais da educação e garantir condições dignas de trabalho aos professores e de aprendizagem para os estudantes”, destacou Bebel.

Veja a pauta completa da mobilização dos professores

Entre as principais reivindicações dos educadores estão:

  • Reajuste imediato de 6,27% no salário base, referente à atualização do Piso Salarial Profissional Nacional, para todos os professores, ativos e aposentados, com impacto na carreira;
  • Descongelamento do reajuste de 10,15%, garantido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2017, mas ainda não concedido pelo governo estadual;
  • Atribuição de aulas justa, presencial e transparente.
  • Plano de reposição do poder de compra dos salários dos docentes;
  • Climatização das salas de aula em toda a rede estadual, diante das sucessivas ondas de calor que afetam alunos e professores.
  • Reabertura de classes fechadas (sobretudo no noturno), direito dos professores se alimentarem nas escolas, contratação direta pelo Estado dos professores e demais profissionais da educação especial, sem terceirização.

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