Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas revelou um problema crescente na construção civil: 82% das empresas estão com dificuldades para contratar trabalhadores, e 70% relatam escassez de mão de obra qualificada. O resultado? Obras atrasadas, custos mais altos e um mercado que se vê em apuros para manter o ritmo de crescimento.
Mas por que isso está acontecendo?
A resposta é clara: falta valorização da categoria. Durante anos, trabalhadores da construção civil enfrentaram salários baixos, condições precárias e pouca proteção social. Muitos, sem perspectiva de melhores oportunidades, buscaram outras profissões, deixando o setor com um déficit de profissionais experientes.
Hoje, empresários se dizem preocupados com a falta de eletricistas, mestres de obras, pedreiros, encanadores e instaladores. No entanto, pouco se fala sobre o que essas profissões oferecem em termos de segurança, estabilidade e direitos trabalhistas.
O custo da mão de obra aumentou 9,75% nos últimos 12 meses, segundo o índice de inflação do setor. Porém, esse aumento não se reflete necessariamente em melhores salários e condições dignas. O trabalhador continua sendo explorado, e a alta demanda apenas evidencia a importância da categoria na economia.
A construção civil não existe sem os trabalhadores. São eles que erguem prédios, constroem infraestruturas e garantem o desenvolvimento das cidades. Se os patrões querem evitar atrasos e custos elevados, precisam começar a valorizar a força de trabalho que sustenta o setor.
O SINTRAMOG segue firme na luta por salários justos, direitos garantidos e melhores condições para todos os trabalhadores da construção civil. Unidos, podemos reverter esse cenário e garantir um futuro digno para quem realmente constrói este país!